Encontrei este post
http://entreasbrumasdamemoria.blogspot.com/2011/12/carta-aberta-ao-senhor-primeiro.html
que me suscitou o seguinte comentário:
Estou muito preocupado com a evolução provável desta situação. Noto que há uma repugnância avassaladora de muitos cidadãos pelos tipos que estão no governo. Não auguro nada de pacífico por aí.
A coisa fica pior quando se constata que há outros cidadãos que, longe de sentirem a mesma repugnância, parecem até gostar da pestilência. A convivência destas duas realidades pode ser explosiva. Só não é importante se os segundos forem muito menos do que os primeiros. Ora aí é que está a minha preocupação. A ausência de olfato parece ser uma doença epidémica. E a coisa pode dar para o torto.
De resto, como tenho bom nariz, quero dizer à Myriam que tem toda a minha solidariedade e que a sobranceria que revela relativamente aos pestilentos é inteiramente justificada!
Mais tarde, perante a torrente de outros comentários ao mesmo post, re-comentei e resolvi deixar aqui esse testemunho:
Venho incomodar-vos de novo apenas para dar largas à minha alegria e fazer uma proposta. Afinal eu estava certo.Como dizia no meu comentário anterior, "há outros cidadãos que, longe de sentirem a mesma repugnância [pelos tipos que estão no governo], parecem até gostar da pestilência. (...) A ausência de olfato parece ser uma doença epidémica." Muitos comentários que aqui ficaram demonstram este meu vaticínio à saciedade. Se calhar, para evitar tumultos e confrontos, podíamos dividir o país em propriedade horizontal: criava-se um piso adicional para onde subiriam e viveriam os de falta de olfato, porque lá em cima se acumulariam os maus cheiros, por convecção. E elegiam só para eles o governo dos de pituitária pouco sensível. E podiam logo, para concretizar a austeridade, deixar de consumir desodorizante. Também, lá nas alturas não faz muita diferença o mau cheiro, dada a proximidade do senhor.
Fica a minha modesta contribuição para a paz social.
quarta-feira, 21 de dezembro de 2011
sábado, 17 de dezembro de 2011
Teoria da conspiração?
Aqui há tempos, o PM Passos Coelho disse numa cerimónia pública: "Que regime avançado é este que só gera desemprego, precariedade, recibos verdes ou contratos a termo?"
Ora, por muito que isto tenha passado despercebido, é um passo mais, e muito mais claro, rumo à credibilização do fascismo friedmaniano.
Com a cumplicidade da distração ou da consciente omissão manipulatória da comunicaçao social, os poderes vão insidiosamente descredibilizando a democracia, fazendo o mal e a caramunha: criam as condições económicas e sociais para as pessoas acharem que a democracia não as ajuda em nada de relevante e depois culpam a própria democracia que desvirtuaram e subverteram. E, de passagem, vão fazendo lucros fabulosos. E ainda por cima são eleitos!
É o crime perfeito, com estratégia de médio e longo prazo para a eternização da exploração baseada na subjugação total. Depois digam que é teoria da conspiração!
Ora, por muito que isto tenha passado despercebido, é um passo mais, e muito mais claro, rumo à credibilização do fascismo friedmaniano.
Com a cumplicidade da distração ou da consciente omissão manipulatória da comunicaçao social, os poderes vão insidiosamente descredibilizando a democracia, fazendo o mal e a caramunha: criam as condições económicas e sociais para as pessoas acharem que a democracia não as ajuda em nada de relevante e depois culpam a própria democracia que desvirtuaram e subverteram. E, de passagem, vão fazendo lucros fabulosos. E ainda por cima são eleitos!
É o crime perfeito, com estratégia de médio e longo prazo para a eternização da exploração baseada na subjugação total. Depois digam que é teoria da conspiração!
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cetautomatix
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08:06
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fascismo; passos coelho; manipulação
domingo, 11 de dezembro de 2011
As nossas escusadas aflições
Há vários anos que o economista Carlos Carvalhas, por exemplo, vem chamando a atenção para estes factos. O artigo cujo link reproduzo, escrito com muita clareza, retoma este tema do roubo dos povos da Europa pela finança e talvez devesse ser distribuído sob a forma de panfletos por aviões sobrevoando a Europa. As redes sociais não são suficientes.
http://www.attacmadrid.org/?p=6047
http://www.attacmadrid.org/?p=6047
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cetautomatix
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05:21
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banksters; austeridade; crime; exploração
sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
1º de Dezembro - um governo antipatriótico?
É bom lembrar que os povos têm sido quase sempre oprimidos por oligarquias. E estas, em capitalismo, não assumem nenhum valor patriótico. A pátria delas é o dinheiro. A cultura, "coisa lenta", como a caracterizou Saramago, é um conjunto de valores intangíveis, não monetarizáveis. Tem valor na memória e nos hábitos coletivos. Uma oligarquia estrangeira é sempre pior do que uma nacional porque é mais difícil desmascarar-lhe o desprezo pela cultura, exatamente porque não é nacional. Uma oligarquia nacional é sempre mais fácil de anatemizar por desrespeito aos valores do povo e da pátria. Por isso uma oligarquia estrangeira é, também, mais facilmente odiada.
O facto de os que tomaram o poder em 1640 não deixarem de ser oligarcas não retira a natural satisfação pelo fim da oligarquia estrangeira. O qual merece ser celebrado.
Mesmo que dizê-lo seja um cliché, a atual oligarquia no governo é tão má como o Miguel de Vasconcelos - aceita a venda da nação ao estrangeiro por dez reis de mel coado e ainda por cima procura apagar-lhe da memória o orgulho patriótico.
O facto de os que tomaram o poder em 1640 não deixarem de ser oligarcas não retira a natural satisfação pelo fim da oligarquia estrangeira. O qual merece ser celebrado.
Mesmo que dizê-lo seja um cliché, a atual oligarquia no governo é tão má como o Miguel de Vasconcelos - aceita a venda da nação ao estrangeiro por dez reis de mel coado e ainda por cima procura apagar-lhe da memória o orgulho patriótico.
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cetautomatix
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08:00
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